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Mossoro
Mossoró, Brasil

Resistividade Elétrica / SEV em Mossoró: Mapeamento Geofísico para Obras e Recursos Hídricos

O subsolo de Mossoró esconde contrastes brutais de resistividade. A Formação Jandaíra, com seus calcários carstificados, pode gerar valores acima de 500 ohm.m, enquanto os arenitos saturados da Formação Açu despencam para menos de 10 ohm.m. Mapear essa diferença antes de cravar uma estaca ou perfurar um poço não é opcional. A Sondagem Elétrica Vertical resolve essa leitura em perfis que chegam a 150 metros de profundidade. Emprega-se corrente contínua injetada por eletrodos de aço inox com arranjo Schlumberger: AB/2 crescente, leituras empilhadas com filtro de rejeição acima de 2% de erro. O resultado é uma curva de resistividade aparente que, após inversão com software RES2DINV, entrega um modelo de camadas geolétricas com erro RMS inferior a 5%.
Para projetos que exigem correlação mecânica, combinamos a SEV com o ensaio SPT e assim calibramos os contrastes elétricos com a resistência à penetração real do terreno.

Uma única SEV bem invertida substitui dezenas de furos de sondagem mecânica na fase de reconhecimento regional do subsolo mossoroense.

Características do serviço em Mossoró

A expansão urbana de Mossoró a partir dos anos 1980 empurrou os loteamentos para áreas de chapada com cobertura pedimentar fina e embasamento calcário fraturado. O crescimento rápido ignorou a microgeofísica local, e hoje temos condomínios sobre zonas de dissolução ativa. A SEV com arranjo dipolo-dipolo entrou no protocolo da cidade como ferramenta de triagem: varredura rápida com espaçamento de 5 metros entre eletrodos, identificação de anomalias de baixa resistividade associadas a fraturas preenchidas com material argiloso saturado. O processamento usa o algoritmo de inversão robusta L1-norm, que respeita contrastes abruptos típicos do contato entre o calcário maciço e a brecha de dissolução.
Quando a estratigrafia indica cobertura arenosa espessa, integramos o dado geoelétrico com perfis de refração sísmica para amarrar as velocidades de onda P com as camadas resistivas, fechando um modelo geotécnico sem ambiguidades.
Resistividade Elétrica / SEV em Mossoró: Mapeamento Geofísico para Obras e Recursos Hídricos
Resistividade Elétrica / SEV em Mossoró: Mapeamento Geofísico para Obras e Recursos Hídricos
ParâmetroValor típico
Arranjo padrãoSchlumberger (AB/2 até 300 m)
Corrente máxima de injeção500 mA controlada por fonte DC-DC
Resolução do potenciômetro0,1 mV com filtro notch 60 Hz
Profundidade de investigação típicaAB/3 (até 100 m em solo homogêneo)
Software de inversãoRES2DINV / IPI2Win (inversão conjunta)
EletrodosAço inoxidável 316L, 50 cm de penetração
Critério de aceitaçãoErro RMS < 5% após 5 iterações
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011 (investigação geofísica)

Riscos e considerações em Mossoró

A zona norte de Mossoró, sobre o calcário Jandaíra, e a zona sul, sobre sedimentos mais argilosos da Formação Tibau, comportam-se de maneira totalmente distinta sob corrente elétrica. No bairro de Nova Betânia já registramos inversões de camada onde uma lente de argila condutiva mascarava um paleocanal seco a 30 metros de profundidade. Já no Centro, a presença de cavernas preenchidas com ar gerou falsas anomalias de alta resistividade que só foram resolvidas com abertura AB/2 superior a 200 metros. O maior risco técnico em Mossoró não é o equipamento, é interpretar uma curva de SEV sem conhecer a geologia estrutural do Grupo Apodi. Uma inversão mal calibrada confunde fratura preenchida com água salobra e embasamento cristalino raso. O erro custa a locação de um poço seco ou a fundação apoiada sobre vazio cárstico não detectado.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 15935:2011 - Investigações geofísicas de superfície, ABNT NBR 7117-1:2012 - Parâmetros do solo para projetos de aterramento elétrico, ABNT NBR 6484:2020 - Sondagens de simples reconhecimento (correlação com SPT)

Nossos serviços

A SEV em Mossoró resolve três frentes principais com a mesma base metodológica. Cada aplicação exige abertura de eletrodos e processamento específicos:

Locação de poços tubulares profundos

Perfilagem geoelétrica para identificar aquíferos na Formação Açu e evitar zonas de água salinizada. Sequência de SEVs com AB/2 máximo de 400 m, processadas com inversão suavizada para destacar camadas saturadas de baixa resistividade.

Investigação de cavidades cársticas

Varredura com arranjo dipolo-dipolo e gradiente para mapear vazios no calcário Jandaíra antes da cravação de estacas ou construção de reservatórios. O contraste resistivo ar-rocha é resolvido com malha de eletrodos a cada 2 metros.

Prospecção para aterramento elétrico

Medição de resistividade aparente em múltiplas direções para calcular a malha de aterramento conforme NBR 7117. Emprega-se o método de Wenner com espaçamentos progressivos para modelar o solo em camadas horizontais equivalentes.

Perguntas comuns

Quanto custa uma campanha de SEV em Mossoró?

O investimento para uma SEV com arranjo Schlumberger e AB/2 máximo de 200 m fica entre R$1.720 e R$2.820, dependendo da quantidade de pontos investigados e da distância de deslocamento da equipe até a área de serviço.

Qual profundidade uma SEV atinge no solo de Mossoró?

Em terrenos sedimentares como os da Bacia Potiguar, a profundidade de investigação equivale aproximadamente a um terço da abertura máxima entre eletrodos de corrente (AB/3). Com AB/2 de 300 metros, alcançamos leituras confiáveis até cerca de 100 metros de profundidade.

A SEV funciona em áreas urbanas com interferência elétrica?

Funciona, mas exige cuidados. Usamos filtro notch de 60 Hz para cortar a interferência da rede elétrica e empilhamos múltiplas leituras para elevar a relação sinal-ruído. Em ruas com muitas tubulações metálicas, adotamos arranjos ortogonais para isolar o efeito das estruturas enterradas.

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